skip to main |
skip to sidebar

Intrigante
Queria saber por que me intrigas tanto.Eu apenas te vejo por um momento;Eu que mal entendo de sentimentoMe pego vestindo esse manto.Sem nexo, inexplicávelÉ simplesmente irrefutável.Os acordes voamOs pássaros ecoam.Hipnotismo ou sarcasmoEu simplesmente não entendo;Como encontrei esse espasmoApenas com o que estou vendo.Mas, porque isso me intriga.Eu que só queria conhecerO sentido do que eu podia verPonho-me entre ti, mim e uma intriga.O pensamento simplesmente...Simplesmente sente.Quando o vento me dissePara que olhasse para o lado e visse...O tempo eu não me lembro,O cheiro o momento... Chovia!Eu simplesmente parei.Estático todos os membrosNada em mim se movia.Contigo eu apenas me deparei.Gabriel de Alencar

O falso assassíno
As notas estão pendentes;
A poesia esta falhada.
A musa é apenas uma fachada
Criada de sombras e mentes.
Quem o fez poeta e céu?
Que da noiva o rendado véu.
Não o tens por o mais interessante
E melhor suporte...
E se o tem... Por amor o assassínio
Como a garganta ao falso vinho;
Mais me vale vomitar esse amor
Que engolir esta morte.Gabriel de Alencar

Ode a uma mulher
Não te exaltarei como uma rainhaOu como primavera e florMas apenas a nobre dorDe uma musa que não é minhaDe baixo a cima, bordadaSem nenhuma peculiaridade,Coberta de diafaneidadeDe uma típica mulher amadaCom seus defeitos e qualidadesSem nenhum acréscimoDo primeiro ao vigésimoCom todas as mentiras e verdadesSe fica triste ela chora,E quando demora,Alguém aos poucos morre...Gabriel de Alencar

Infanticida
Vejo a sombra em seus olhos
A perpetuar na tua alma fugida...
Eu nunca vou me esquecer
Daquelas palavras vazias.
Sem perceber você esqueceu
Da promessa feita a uma criança.
De guardar em tua memória
Uma parte daquele pequeno coração...
E agora onde está o cheiro, os olhos
Onde está o toque daquela mão
Tão pequenina, tão calma.
Porque não lembraste
Da pobre criança pertubada,
A qual destes um sonho.
Gabriel de Alencar

As Vendas
A tua discrepância salvou-me os versos,Inertes nas vias cranianas.Totalmente distantes imersosNuma onda de sagacidades levianas.A tua sombra me incubiu da tua luzE em meu seio guardo-a, Moldo-aE transformo-a em cruz.Para que carreguesPara que aprendasE as tuas vendas Enchergues...(Gabriel de Alencar)
Passado
A menina ainda vive no passado
Na memoria o triste desdém...
Eu ainda vivo da sombra dela.
E a sombra sangra singela,
Mais só e pura;
Que a luz escura
De um sol de primavera.
Gabriel de Alencar

O rosto
É –me estranho esta faceNo espelho reflete disformeCom olhos fundos. Ainda dormeO disfarce.As vias do tempo não paramE aonde pararamOs meus nervos?O abrupto coração de pedra.Inda sangra despercebido.Inda sangrará inibidoComo a musica sem letra.As vias do tempo não paramE onde pararamOs meus medos?O tempo passa.O meu rosto novamenteDisfarçaE mente.(Gabriel de Alencar)