Três notas em teu coração escutei. Três sussurros que se dissiparam; Três como os ventos que se abraçaram, Como as tríades que recitei, Como a dor, como o pranto, um afar Que dançantes amparam impretas; Os sussurros errantes das gretas Os saldosos vagidos do mar.
Mulher! teu pranto é belo é direto Teu pranto é calado é complicado Não se exalta nem é revoltado.
Teu pranto é de tamanho indiscreto Um murmurio em dolente caminho Incrustado por cascos de vinho...
Chorai e secai de teus olhos as lágrimas,
Para que estas não sejam em vão.
Gritai o uivo dos lobos do norte,
Para que não esqueça de ti a voz da lua.
Suplicai essa suplica amarga,
Para que não se perca tua amargura.
Ameis até que sangre o seio cálido,
Para que não esqueçais;
De chorar, de gritar e de suplicar
A beira dos promontórios do oeste.
Nem que seja, pela Dor.
Aprendei a amar...
A terra onde piso não é o céu onde vivo
Não sou o que se vê
Nem o que se sente
Não olho para você
Mais passo repentinamente,
Olhe-me como a brisa. Eu sou o vento,
Numca amarrado nunca detento...
Busco o rumo olho o tempo,
O suldoeste é meu ladrilho
Lugar de minha saida.
O porque de meu lamento.
Sou parte da dúvida da vida
A parte menos estudada.
Chamam-me de sonso
Mais sou apenas o humilde, o manso;
A coisa menos amada.
Um mero ser andarilho
Em terra de humanos infestada.
Se me perguntares do partir.
Não o deixo tão certo nem o que sou
Apenas lhe digo que ja vou:
- Aonde ninguem pessou em ir.
Saio antes que suma a noite
E sigo o curso do relento.
Descanso debaixo de arvores,
Sem medo sem pavores
Contemplo por um segundo a natureza
E novamente levantando da sua pureza.
Sigo o rastro de meu assoite.
Por fim a duvida ferrenha
De tão longa distância percorrida.
Assim somente lhe direi
Como quem em areia desenha:
- Por certo minha alma é peregrina
E onde existir um coração de menina
Lá a minha casa edificarei...